A EB 2,3 de Pevidém foi palco de uma palestra dirigida a pais e encarregados de educação de alunos com o Síndrome de Asperger. A sessão foi apresentada pela Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) e serviu para ajudar os educadores a lidar melhor com os portadores daquela diferença.
Aquela iniciativa, integrada na Semana de Sensibilização para a Diferença, foi promovida pelo Núcleo de Educação Especial e o Serviço de Psicologia e Orientação, com o objectivo de apoiar os pais, encarregados de educação, auxiliares e docentes na relação com crianças e jovens portadores do Síndrome de Asperger (SA). A SA pode ser definida, de acordo com os especialistas, como uma perturbação neurocomportamental de base genética, frequentemente incluída no espectro do autismo, com critérios de diagnóstico específicos.
Aquela disfunção manifesta-se por alterações na interacção social, na comunicação e no comportamento, sobretudo. Estima-se que em Portugal existam cerca de 40 mil portadores do SA, sendo a prevalência maioritária no sexo masculino. Entre as características mais comuns, em crianças, jovens ou adultos, contam-se o défice de comportamento social; interesses limitados; comportamentos rotineiros; peculiaridade do discurso e da linguagem; perturbação na comunicação não verbal; e descoordenação motora. Não existe tratamento para a SA. Por isso, os responsáveis da APSA sublinharam que «acolher a diferença e aceitá-la como um desafio é missão de cada um de nós».
Aquela oportunidade foi também aproveitada para sublinhar que, este momento, há uma situação que se tornou prioridade da APSA: «existe um número significativo de portadores de SA que deixa a escola a partir dos 16 anos, surgindo então os primeiros problemas na inserção na vida activa. Embora a legislação portuguesa contemple a possibilidade de recurso ao emprego protegido, na prática tal não se verifica. A partir dos 16 anos, as dificuldades de inserção profissional levam à frequência de cursos de formação profissional, na expectativa de um emprego estável, mas sem êxito».

